O QUE É A PHDA?1

A PHDA é uma disfunção real do cérebro, caracterizada por um padrão persistente de desatenção e/ou impulsividade / hiperatividade, inconsistente com a fase de desenvolvimento e que afeta de forma significativa o funcionamento.

O IMPACTO DA PHDA2

  • A PHDA está associada a um impacto importante no funcionamento da pessoa, quer a nível das interações sociais, quer a nível do seio familiar. Associa-se ainda a dificuldades e maior abandono escolar, baixa autoestima, défices no desenvolvimento emocional, entre outros.2

  • A PHDA pode ainda associar-se a outras patologias do foro psiquiátrico como, por exemplo, problemas de ansiedade e depressão e abuso de substâncias.2

  • É também um fator preditor de resultados negativos a longo prazo, como maior risco para lesões físicas, baixo rendimento académico, acidentes de viação, gravidez prematura, doenças sexualmente transmissíveis, comportamento criminal.2

  • A PHDA corresponde a uma alteração complexa a nível do funcionamento do cérebro.2

  • Após o diagnóstico,todas as crianças com PHDA irão necessitar de alguma forma de tratamento, seja ele farmacológico ou não;2

  • Raramente a medicação deve ser a primeira e única abordagem no tratamento da PHDA;1

  • A medicação não cura como um antibiótico, mas corrige um desequilíbrio químico cerebral e pode modificar de forma significativa, em bem mais de 80% dos doentes, o seu desempenho académico, social e funcional.1

  • Após o diagnóstico e a avaliação, deve ser assegurado um plano terapêutico abrangente e global.1

    Todas as normas de orientação clínica internacionais, consideram a medicação como parte integrante dum plano multimodal, em todos os diagnósticos de PHDA moderada ou grave, ou sempre que a abordagem não farmacológica não permita obter resultados considerados necessários e suficientes em termos de melhoria funcional.

    1. Boavida, J., Almeida, M., & Alfaiate, C. (2018). Compreender a PHDA (1ª Edição). BIDL Lda., Coimbra.
    2.The World Federation of ADHD guide [electronic resource] / Editors, Luis Augusto Rohde… [et al.] - Porto Alegre : Artmed, 2019
    Medicar na
    Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA)
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    PERGUNTAS FREQUENTES...
    Que benefícios posso esperar da medicação?

    Se resultar, os efeitos espectáveis são a redução da severidade dos sintomas nucleares (desatenção, impulsividade e hiperatividade), melhor desempenho académico, social e funcional, melhoria do humor, maior atenção aos detalhes, melhoria da memória, nomeadamente a memória de trabalho, e uma melhoria da função executiva, que está na base das tarefas cognitivas, como a aprendizagem.1,2

    O meu filho(a) vai ter de tomar medicação para o resto da vida?

    A PHDA é uma doença crónica que cursa de forma variável ao longo da vida, sendo cada caso um caso.1

    O médico irá avaliar regularmente a necessidade ajustar, mudar ou suspender a medicação. Pode, por exemplo, aproveitar as pausas letivas com interrupção da medicação, para averiguar esta necessidade.1

    Quais são os efeitos secundários mais comuns?

    Os efeitos secundários mais comuns das medicações são muito parecidos e podem incluir insónia, dor de cabeça, alterações de humor, irritabilidade, náuseas e perda de apetite.1

    No geral os efeitos secundários são reduzidos e tendem a aliviar ao longo das primeiras semanas. Caso persistam, consulte o seu médico.1

    A medicação para a PHDA causa dependência?

    Nas doses adequadas e com a necessária supervisão médica, o risco de dependência dos fármacos para o tratamento da PHDA é reduzido.1

    De quem é a decisão de dar a medicação?

    A decisão de dar a medicação é sempre dos pais. Ao médico, cabe o papel de a propor e esclarecer todas as questões que possam existir para uma decisão informada.1

    Como é que se sabe qual a dose adequada?

    Nem todos os doentes respondem à terapêutica da mesma maneira.2

    O recomendável é iniciar sempre com doses mais baixas e ir subindo gradualmente até obter o máximo de efeitos terapêuticos com o mínimo de efeitos secundários.1

    Para ajuste de dose, nos primeiros meses, poderá ser necessário um maior número de consultas.1

    Devo preocupar-me com efeitos a longo prazo?

    O tratamento na infância e adolescência está associado à diminuição do risco de desenvolver perturbações do humor, de ansiedade e de abuso de substâncias.3

    Mostra ainda redução do insucesso académico, redução de acidentes de todo o tipo e da criminalidade.3

    Toda a investigação parece evidenciar a importância que o diagnóstico e o tratamento precoce têm no prognóstico de crianças com PHDA.3

    1. Boavida, J., Almeida, M., & Alfaiate, C. (2018). Compreender a PHDA (1ª Edição). BIDL Lda., Coimbra.

    2. The World Federation of ADHD guide [electronic resource] / Editors, Luis Augusto Rohde… [et al.] - Porto Alegre : Artmed, 2019

    3. Biederman et al. ,(2019). Quantifying the Protective Effects of Stimulants on Functional Outcomes in Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder: A Focus on Number Needed to Treat Statistic and Sex Effects. Journal of Adolescent Health, Volume 65, Issue 6, 784 - 789. https://doi.org/10.1016/j.jadohealth.2019.05.015